“O que gosto mesmo de fazer é teatro de revista”


Posted August 27th, 2010 by jorge Comments Off

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Fernando Mendes, o popular ‘Gordo’ do programa televisivo ‘O Preço Certo’, foi, este ano, o padrinho do Festival da Sardinha de Portimão. E, na inauguração do certame, pode dizer-se que esteve à altura do cargo. Fartou-se de comer sardinhas e, à boa tradição algarvia, ou seja, em cima do pão e manuseadas à mão. No final, falou-nos um pouco do seu trabalho de fazer rir que já dura há 30 anos e confessou que, apesar de ser conhecido essencialmente pelo programa que apresenta na RTP, o que gosta mesmo é de fazer teatro de revista.

Como é que têm sido estes 30 anos a fazer rir? Foi isto que sempre quis fazer?
Era isto que queria fazer e tive sorte, pois se o meu pai não fosse actor, eu também não teria sido. Fui para o teatro por cunha, porque o meu pai era actor…
Foi à boa tradição portuguesa, portanto?
Não digo que concordo com a cunha, mas quando ela acontece, acho que temos de aproveitá-la e mostrar mais tarde que a cunha teve alguma razão de ser, que tivemos alguma evolução, que não estamos lá só por estar. Se isso não acontecesse comigo, o meu pai não ia ficar muito contente e eu era o primeiro a perceber que tinha de sair do meio. Mas, felizmente, as coisas tem corrido bem. Logo de início não foi fácil, pois quando se está em casa e se é o engraçadinho da família é uma coisa, quando se está num palco, é diferente. Não foi fácil, mas tive a sorte de apanhar, na altura, grandes actores, grandes encenadores, que, infelizmente, a maioria já não está entre nós e que me ensinaram a grande escola do teatro.
De que forma está a celebrar estes 30 anos de carreira?
Através de um espectáculo que se chama “Mendes.come - 30 Anos de Carreira”. É um apanhado dos sketches que mais gostei de fazer ao longo da minha carreira. Tem também bailados, canções e músicas de antigamente, de que as pessoas se recordam e gostam. Não vou dizer que é uma revista à portuguesa, mas sim uma revista do que eu ando a fazer há muito tempo pelo país e que é o que gosto de fazer. Só achámos que não era muito viável estar a transportar cenários de um lado para o outro e, por isso, trabalhamos com um écran e uma tela onde projectamos os cenários.
O Fernando Mendes faz muito teatro de revista e também muita televisão. O que é que lhe dá mais prazer?
O teatro de revista é o que me dá mais prazer, gosto de estar em contacto com o público. Mas a televisão é muito importante e, no programa que apresento, também tenho o público à minha frente. Eu geri o Preço Certo um bocado à minha maneira. Quando me convidaram para o apresentar não acreditei, até pensava que era para os apanhados, apresentar programas nunca foi o meu forte, mas o facto de ter o público à frente ajuda-me. Mas, acima de tudo, do que gosto mesmo é da revista, do teatro, do palco.
Mas já leva oito anos a apresentar um programa de televisão e com grande sucesso de audiência, o que não é nada habitual em Portugal. Como é que tem conseguido?
Se calhar é por ser eu próprio, por não inventar muito, por não me subir à cabeça o facto de estar há oito anos a fazer um programa televisivo. Acho que o segredo do sucesso é esse e o trabalho de conjunto, não sou só eu que faço o Preço Certo.
Acho que o programa mostra o país real, vêm pessoas de norte a sul do país. Por um lado, porque gostam de nos ver, por outro, porque precisam e eu tento dar o máximo de ajuda possível para que, além de saírem satisfeitas, levarem qualquer coisinha para casa.
Ao fim destes anos todos já faz o Preço Certo de forma automática?
Sim, mais do que automática. É um programa que não tem texto nenhum, que existe em nove ou dez países do mundo e, tirando os Estado Unidos, Portugal é o país em que está no ar há mais tempo seguido.
Ainda se vê a fazer o programa durante muitos anos ou acha que está a chegar a altura de parar?
Se as audiências forem boas e se o público quiser, eu não me importo nada de continuar.
Actualmente, também tem na televisão um outro programa, com o José Carlos Malato. Como é que tem funcionado?
É uma coisa só para o Verão, são onze programas. É uma dupla de dois gordos, mas tirando isso, somos completamente diferentes, ele tem o público dele, eu tenho o meu… Mas somos dois gordos que têm audiência na RTP e então eles aproveitam isso para nos pôr a fazer este programa, que tem funcionado muito bem. É engraçado, também tem concorrentes de todo o país, o que é bom para que as pessoas não pensem que as coisas só acontecem em Lisboa e só se faz televisão para a capital.
O Fernando Mendes brinca frequentemente com o facto de ser gordo e, normalmente, os actores lutam muito é para não serem nem parecerem gordos. No seu caso, essa característica física tem ajudado?
Como há poucos gordos no mundo do espectáculo, se calhar, tem ajudado um bocadinho. Isto hoje são todos galãs e eu não quero ser galã. Não me importo nada de ser gordo, mas tenho que emagrecer um bocadinho.
Você tem fama de ser bom garfo. É mesmo assim?
É.
Qual é o seu prato preferido?
Cheio.
Pelo facto de ser uma figura conhecida é muito abordado na rua. Reage sempre bem, com esse ar bem-disposto?
Sim, isto é a minha vida, era mau sinal se, passando na televisão todos os dias, não fosse abordado. Acho que é bom que isso aconteça, procuro ser simpático e corresponder às pessoas mas, às vezes, não estou bem-disposto, o meu sorriso não é igual todos os dias. Lembro-me de uma vez em que me pediram um autógrafo depois de ter saído de um funeral… As pessoas também têm de perceber há momentos para tudo, naquele caso até fiquei um bocado chocado, não era a altura certa para me pedirem o autógrafo.

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60 mil pessoas no Festival da Sardinha


Posted August 22nd, 2010 by jorge Comments Off

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O Festival da Sardinha deste ano foi o terceiro mais visitado de sempre. Ao longo dos dez dias em que decorreu recebeu cerca de 60 mil visitantes, que consumiram sete toneladas de sardinhas.
O dia de abertura, que contou com a actuação de Rui Veloso, foi o mais concorrido, tendo sido contabilizadas 8.000 entradas.
Muito menos interesse parece ter despertado o espectáculo Rua da Saudade com Fernando Tordo (de homenagem a Ary dos Santos), uma vez que nesse dia apenas passaram pelo recinto 3.000 pessoas.
O Festival da Sardinha contou com a presença, na inauguração, do ministro da Economia, Vieira da Silva, e pelo palco passaram nomes bem conhecidos da música nacional, como Pedro Abrunhosa, José Cid, GNR, Ana Moura e a banda Deolinda.

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Festival da Sardinha até ao fim-de-semana


Posted August 13th, 2010 by jorge Comments Off

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A edição deste ano do Festival da Sardinha de Portimão está a entrar na sua recta final. O evento, que decorre na zona ribeirinha da cidade, junta a gastronomia (onde se destaca, naturalmente, a sardinha assada) ao artesanato e à animação musical. A abertura foi presidida pelo Ministro da Economia, Vieira da Silva, mas a personalidade que maiores atenções atraiu foi o humorista e apresentador do programa ‘O Preço Certo’, Fernando Mendes, que é o ‘embaixador’ do evento.
No que diz respeito à animação musical, hoje, sexta-feira, 13 de Agosto, a vedeta convidada é Netinho, que actua a partir das 22h30. Amanhã, sobe ao palco Pedro Abrunhosa e o certame termina no domingo com um espectáculo ímpar que junta Boss AC, Yuri da Cunha (artista angolano que tem feito a primeira parte da tournée europeia de Eros Ramazzotti), Tito Paris e a cantora cabo-verdiana Ana Firmino, que é também mãe de Boss AC. Os dois interpretarão “Sodade”.
Um grande espectáculo de fogo-de-artifício assinalará o encerramento do 16º Festival da Sardinha, que este ano conta ainda com uma zona de animação radical e um Menu Kid para os mais novos.

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Festival da Sardinha em Portimão


Posted July 23rd, 2010 by jorge Comments Off

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O melhor da gastronomia algarvia junta-se este ano à melhor música portuguesa, africana e brasileira no 16º Festival da Sardinha de Portimão, que decorrerá na Zona Ribeirinha, entre 6 e 15 de Agosto.
Xutos & Pontapés, Rui Veloso, Pedro Abrunhosa com Comité Caviar, Deolinda, Ana Moura, José Cid, Quim Barreiros e Netinho são alguns dos artistas que actuarão nesta festa, uma iniciativa do Município de Portimão.
Dia 10 acontecerá o primeiro de dois espectáculos únicos, programados para este Festival: Rua da Saudade e Fernando Tordo. O intérprete de Ary dos Santos vai juntar-se às quatro intérpretes que recriaram as canções do poeta - Susana Félix, Viviane, Luanda Cozetti e Mafalda Arnauth – e cantar com elas Ary dos Santos. Pela primeira vez.
O Festival termina dia 15 com outro espectáculo ímpar: Boss AC, que actuará com Yuri da Cunha (artista angolano que tem feito a primeira parte da tournée europeia de Eros Ramazzotti), Tito Paris e a cantora cabo-verdiana Ana Firmino, que é também mãe de Boss AC. Os dois interpretarão “Sodade”.
Um magnífico espectáculo de fogo-de-artifício, na noite de 15 de Agosto, assinalará o encerramento do 16º Festival da Sardinha, que este ano conta ainda com uma zona de animação radical e um Menu Kid para os mais novos.

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Fim-de-semana em Portimão


Posted August 7th, 2009 by jorge Comments Off

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Este fim-de-semana portimonense tem três grandes destaques. No areal da Praia da Rocha há mais uma edição do Mundialito de Futebol de Praia, em que a selecção portuguesa vai tentar repetir a vitória do ano passado.
Na zona ribeirinha, arranca hoje um dos habituais grandes eventos do Verão: o Festival da Sardinha, que em termos de animação musical conta com as actuações de: Paulo Gonzo (hoje), José Cid (amanhã), o espectáculo Amália Hoje (domingo), Xutos & Pontapés (segunda), Platinum Abba (terça), Carlos do Carmo (quarta), os Deolinda (quinta), Jorge Palma e Os Demitidos (sexta), Zeca Baleiro (sábado) e Tito Paris (domingo). Todos os espectáculos têm início às 22h30.
Finalmente, no Autódromo do Algarve, decorre a primeira edição do Rock One. Esta noite, as actuações estão por conta de Ana Free, Bjorn Again, James e The Waterboys. Amanhã actuam os Doups, Tara Perdida, My Bloody Valentine e The Offspring.

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